A Costa Rica está longe de ser um dos destinos mais procurados por brasileiros, mesmo que o país seja altamente voltado para o turismo. Com belezas naturais que vão de praias a vulcões em atividade, seu território caberia dentro do Rio Grande do Norte — o 5º menor estado do Brasil.
Só que, em vez do Oceano Atlântico, o litoral costarriquenho é banhado pelo Pacífico e pelo Mar do Caribe. E o país ainda é cheio de bicho-preguiça e beleza natural por toda parte!
Isso explica a diversidade dos pacotes de viagem para a Costa Rica, principalmente para quem curte turismo de aventura ou adora relaxar em resorts em clima de Pura Vida.
Mas as coisas são um pouco diferentes quando a gente resolve conhecer os pontos turísticos sem pacote — como eu fiz quando fiquei 3 meses por lá…

O que significa Pura Vida?
Pura Vida é uma expressão que os costarriquenhos usam o tempo todo e para praticamente tudo de positivo que querem pontuar. Pode ser bom dia, boa tarde, boa noite, beleza, vai com Deus, se joga!
É uma espécie de namastê dos trópicos. Mas também desconfio que dá para falar com ironia ou em vez de mandar alguém… para longe:
_ Ah tá, Pura Vida, então…
_ Pura Vida aê!
_ Não vai rolar, viu? Pura Vida!
Minha experiência na Costa Rica
Esta viagem foi totalmente “desempacotada”. Fiquei na Costa Rica por 3 meses e aproveitei meu tempo livre para conhecer melhor o país, sem a obsessão pelos tours famosos de ecoturismo, aventura, adrenalina e… uh-huuu Pura Vidaaaa!
Dividi meu tempo entre a capital, San José, a região de La Fortuna e o litoral do Pacífico:
San José
Fiz de San José minha base nas idas e vindas entre praias e montanhas. Fiquei em um flat com espaço de cowork na área mais descolada da cidade, mas também me hospedei em um bairro com uma vibe mais típica. Nas minhas folgas, fiz a trilha pelo vulcão Poás e um bate-volta de trem até Cartago, além de assistir filmes do festival de cinema de San José.

La Fortuna
A ida de ônibus até La Fortuna já contou como aventura, mesmo sem envolver tirolesas! Passado o perrengue, amei o clima da minha “casa” da vez: um container adaptado com vista para o vulcão. Fiquei perto de tudo, mas em um lugar lindo e silencioso.
Andei a cavalo, atravessei as pontes suspensas, tomei banho de cachoeira, curti um resort em esquema de day-use e me juntei aos moradores locais nas águas quentes do rio sem gastar uma fortuna lá — só não resisti ao trocadilho aqui.
Praias da Costa Rica
Para quem mora num país tropical com praias bonitas por natureza, confesso que foi difícil me empolgar com Jacó. O point do surfe costarriquenho parece um grande centro comercial e, para piorar, cheguei logo depois da passagem de um tufão.
Decidi rodar pela região no combo Uber-ônibus e fazer minha base na pacata Esterillos, que fica no meio do caminho até o Parque Manuel Antonio. Os pontos altos foram o contraste da areia vulcânica (pretíssima) com a espuma das ondas na Playa Hermosa e a praia “escondida”, Biesanz. Na volta para San José, passei por Puntarenas — bem dispensável — e aproveitei para conhecer as praias Conchal e Brasilito, em Guanacaste.
Dicas de viagem – Costa Rica
A série Minidocs de Viagem vai além das dicas básicas de turismo na Costa Rica… mas vamos começar com elas:
- Quando ir >> A melhor época para visitar a Costa Rica é entre dezembro e abril, o período menos chuvoso. De maio a novembro, o clima tropical traz riscos de furacão, além de inundações ocasionais. E ainda há a chance de um dos vulcões ativos resolver entrar em erupção. 😱

- O que fazer >> Aí é com você: dá para fazer esportes radicais ou ficar em resort só descansando em meio à natureza. Tem todo tipo de pacote para quem quer investir, e já aviso que o esquema de viajar por conta própria não sai tão mais barato assim…. e requer tempo!
- O que levar >> Repelente, capa de chuva e calçados resistentes (perdi dois pares na minha viagem, mas comprei tênis bom e barato nas lojas de redes americanas por lá).
É bom saber: o idioma oficial da Costa Rica é o espanhol e a moeda é o Colón (CRC), mas também é comum se comunicar em inglês e fazer pagamentos em dólares na capital e nos destinos turísticos. Dá até para sacar valores na moeda americana no caixa eletrônico de alguns bancos locais.
Dicas Pratscas
Erro de digitação? Que nada, esta é a seção de dicas afetivas do Pratserie:
Um sabor
Familiar. A Costa Rica é um prato cheio pra quem adora um feijão com arroz na mesa. Mais que um trocadilho brejeiro, essa combinação é a base de um prato típico do país: o Gallo Pinto. Banana e café completam a lista de comidinhas com gosto de “lá em casa” que a gente encontra nas Sodas (restaurantes populares nessa região da América Central).
Uma música
Sempre tive a mania de escolher escolher um tema musical para cada viagem e desta vez não foi diferente. Ouvi muito Roberto Carlos em espanhol em ônibus, lojas e restaurantes, mas a música que mais “tocou” na minha cabeça foi Coração Civil. É só ouvir o refrão pra entender…
Interpretação: Ney Matogrosso
Uma decepção
A dificuldade de encontrar informações “oficiais” sobre transporte público e a falta de opções nesse sentido. Por exemplo, o trem que passa bem atrás do prédio onde me hospedei em San José opera praticamente como um metrô de superfície que não vai muito longe… Por outro lado, o esquema privativo de shuttle compartilhado em La Fortuna é bem prático e econômico.
Um motivo para voltar
Conhecer as regiões que deixei de fora na minha temporada na Costa Rica: Monteverde e Limón, no lado caribenho, que dizem ter um clima “jamaicano”.
Um trucão (travel hack)
Muita gente já conhece, mas não custa reforçar: viajar com um cartão multimoeda na Costa Rica é um caminho sem volta. Usei o meu para tudo — de saques em colones e dólares aos pagamentos do dia a dia. Além da conversão ser mais justa e o IOF menor, centralizar os gastos ajuda muito no controle do orçamento. E isso não é publi, viu? Mas se você abrir sua conta pelo meu link, vai liberar vantagen$ para a gente! ✨
Beijos, Prats


