Como deletar o Medo?

Ele não é bonito nem rende “likes”, mas está mais presente em nossas vidas do que as redes sociais.


Uau, faz tempo que não encaro uma tela em branco por aqui. Estranho estar afastada disso tudo que me dá tanto prazer: escrever, selecionar imagens, compartilhar as experiências que vivencio mundo afora – e adentro também, porque o que passa por minha cabeça, corpo e coração pode até fazer mais sentido para quem me lê.

Uma das desculpas esfarrapadas para esta ausência no meu próprio canal de comunicação é que continuo produzindo conteúdo pra fora, como se dizia antigamente. Dá trabalho fazer isso, ainda por cima em inglês e com outro propósito, mas nada que justifique tamanho vácuo.

Aí entra em cena a responsabilidade de escrever algo extraordinário para compensar o período de afastamento. Essa demanda pela “extraordinariedade” do post vai aumentando à medida que os dias se acumulam em semanas, as semanas viram meses… até que o mimimi se esgota e acabo revelando minha covardia neste nada bombástico textão.

Pronto. Cá estou, finalmente, admitindo meu MEDO. Não de me expor para vocês, meus queridos e pacientes leitores. A paúra é de rever meu próprio reflexo. Por isso uso o verbo “encarar” lá no início, marcando a dificuldade de acessar certas verdades em mim mesma.

Verbos, por definição, tem a ver com ações. Só que eu vinha subvertendo esse conceito até agora, agindo apenas para manter a imobilidade. Trocando o encarar por toda uma lista de atividades vazias, tipo trabalhar, comer, dormir, distrair, tocar em frente. Fazendo de tudo para garantir a ilusão do movimento, sem mexer com o que realmente acontecia na minha vida.

O fato é que eu estava descontente com minhas decisões, mas insistia nelas por puro medo de mudar. E mantinha a cabeça ocupada, por puro medo de pensar numa mudança. Estava tão assustada que não conseguia sair desse looping, nem perceber quanto mal isso me fazia. Só ao me defrontar com um perigo “real”, percebi que estava vulnerável desde o princípio. Então criei coragem de destravar, rapidamente e sem pudores. Inclusive preenchendo minha tela com todas estas letras para, quem sabe, também ajudar outras pessoas a enfrentarem seus fantasmas.

O medo é um sentimento bipolar. Ele pode tanto nos paralisar quanto catalisar uma tomada de atitude. Nos apegar a zonas de conforto ou nos jogar em zonas de confronto. Proteger ou piorar nossa situação. Claro que todos queremos viver sem medo, bloquear o maldito, exclui-lo de vez do nosso convívio. Mas nada garante que ele não volte a nos assombrar.

Hoje avalio o que passei nos últimos meses como se estivesse assistindo um tosco filme de terror – meia estrela pra ele já é demais – num cinema de quinta categoria. Sem esquecer de que sempre rolam sequências nesse gênero.

Como-deletar-o-medo-por-Fernanda-Prats.png
PS – Por falar em sequências, prometo um post tipo “Parte 2 – A Origem” pra contar mais detalhes dessa história.

Beijos, Prats

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