Foto pulando – quem nunca?

Os amantes do carão que me perdoem, mas acho que pular na foto até deixa a gente mais bonita!

Depois de meses de ausência, com luto e mudanças ainda em processo, nada como um tema leve e divertido pra marcar esta retomada do Pratserie. Então convido você para um saltitante passeio pela estrada afora. Vem entender melhor a tal da ‘jumpology’, ver as dicas de profissionais da imagem para fazer boas fotos pulando… e se inspirar!

Foto pulando por Fernanda Prats
Uma de minhas primeiras ‘jumping selfies’, em Estocolmo

Pulo porque qui-lo 😘

A ideia de pular em minhas selfies de viagem surgiu quando eu fazia freelas para a editora Abril. Ao trabalhar nas sessões fotográficas da Nova/Cosmopolitan, aprendi que clicar a modelo girando no ar fazia parte da identidade visual da revista:

“Fotos pulando eram um segredo e uma marca registrada da Nova”, explica a jornalista Cynthia Greiner, diretora da Cosmopolitan brasileira por 7 anos e uma das grandes responsáveis pelas altas vendagens da publicação. “Aquilo criava um movimento surpreendente e um volume nos cabelos que ninguém entendia de onde vinha… por isso essa estratégia foi realizada por muitos anos e permaneceu por gerações de editoras”.

Num tempo em que as revistas eram influenciadoras na mídia, “esse tipo de imagem imprimia a energia e o alto astral que as leitoras queriam expressar”, afirma Greiner.

O efeito simplesmente me conquistou: corpo (ainda) mais alongado, expressão leve e uma naturalidade instantânea que nem sempre era fácil de conseguir com as modelos escaladas para o trabalho. Afinal, a maioria queria fazer carão para arrasar nas bancas!

Anos depois, eu aproveitei essa ideia dos pulinhos para perder a timidez em frente às câmeras… e ainda me divertir com isso!

foto de Fernanda Prats pulando na rua
Pelas ruas de São Paulo, em clique do fotógrafo Marcos Duarte

 

Como fotografar melhor os seus pulinhos

Veja estas dicas de profissionais de imagem para dar um salto de qualidade nessa brincadeira:

Acerte na iluminação e no tempo

Quando se trata de uma ‘jumping selfie’ de viagem, a ideia é fazer os cliques ao ar livre ou mostrando você em algum lugar característico, certo? 👍 Por isso, além do básico para fazer  fotos ‘normais’, cheque os detalhes que o fotógrafo Fábio Heizenreder menciona:

“A boa iluminação é fundamental para fazer fotos em movimento, mas nada impede que você dê o salto em um local coberto ou sob a sombra – desde que seu rosto e corpo recebam bastante luz natural”. Outra dica valiosa do Fábio é certificar-se de que não há raios de sol incidindo na câmera. “Isso porque, além de serem prejudiciais ao equipamento, podem gerar uma imagem silhuetada ou um efeito de flare indesejável”.

As câmeras de celular costumam ter ajustes automáticos para fotos em movimento, mas mesmo assim é preciso testar, testar e testar. Fábio sugere que você fique de olho no timer e salte no último segundo antes do clique. Ou vá tentando em outros pontos até determinar em qual segundo da contagem você deve pular para que a câmera registre o momento final da subida – que é o mais bacana para a foto.

Selfie de grupo pulando em Kuala Lumpur @pratserie
A felicidade de sincronizar 5 pulos em Kuala Lumpur!

Escolha o melhor ângulo

  • Quando a câmera é posicionada em ângulo de baixo para cima, o pulo aparenta ser mais radical.
  • Colocar a câmera em uma posição clássica, faz com que o pulo ganhe destaque como o único elemento inusitado da foto.
  • Você ainda pode apenas aproveitar o movimento que o salto gera nos cabelos e roupas, sem deixar o truque tão evidente. Nesse caso, é melhor trabalhar com fotos em close ou meio corpo.

Como pular AND ficar bem na foto!

Além da parte técnica, é importante acertar na expressão e gestual ao fazer fotos pulando. O fotógrafo Gustavo Arrais conta que “algumas pessoas costumam fazer caretas ao saltar, por causa do esforço físico, e outras ficam tão relaxadas que deixam o cabeça cair muito para os lados ou para trás”. Gustavo está mais do que acostumado a dirigir os pulos de modelos, atores e celebridades em suas fotos – assim como o Fábio ⤴, ele também faz parte do time de feras com quem eu trabalhava na Cosmopolitan.

Ambos os fotógrafos afirmam que pular de perfil deixando as pernas separadas e braços afastados do tronco, deixam o corpo mais bonito e alongado – experimente fazer isso, como se estivesse dando um passo. Para um efeito mais divertido, vale dobrar as pernas depois do impulso. Já a modelo Carol Trentini arrasa nas fotos pulando sem fazer pose, o que deixa a imagem mais conceitual. Decida o estilo e mantenha seu rosto descontraído… mas sem desabar!

Fernanda Prats - Prague @pratserie
Um pulinho minimalista em Praga

Truques infalíveis para fazer sua foto pulando

Os fotógrafos revelam que o melhor momento para o clique é “aquele em que a pessoa chega a parar no ar, quando o corpo perde a força do impulso para cima e está prestes a descer”, como explica Gustavo Arrais.

Quem não tem um profissional à disposição ou ao menos um ‘cúmplice’ para disparar os cliques, pode contar com minhas dicas AAA na hora de fazer sua própria foto pulando:

  • APOIO. Use um tripé ou encontre uma forma de manter o celular estável;
  • AJUSTE. Estude qual seria a melhor composição geral para transmitir sua ideia e capriche nas configurações de captura e timer;
  • ATITUDE. Se for pensar no que as pessoas vão pensar de você, não rola;

Além disso é recomendável certificar-se de estar em um lugar seguro para não ter seu equipamento roubado durante a sessão de fotos, ok?

Depois que a gente aprende o básico para clicar fotos pulando, dá para conseguir ótimos resultados com pouco esforço. Para fazer fotos ainda mais incríveis, capriche no grafismo da imagem. O importante é que você pense em como o salto vai se desenhar sobre o fundo e em como expressar o seu conceito da forma mais nítida possível. Aí você pode tanto criar uma posição ou ângulo impactante, quanto usar roupas esvoaçantes, segurar objetos ou tentar um efeito de silhueta, posando contra a luz, por exemplo.

Fernanda Prats - Reykjavík @pratserie
Um pulinho congelante no verão da Islândia

O que é Jumpology?

Jumpology, ou Jumpologia, foi um termo criado por Philippe Halsman. Nascido na Letônia, esse fotógrafo fez sucesso nos Estados Unidos com a técnica de pedir aos retratados para pularem em frente à câmera no final de suas sessões de fotos.

Halsman é autor de inúmeras fotos de celebridades pulando, nas décadas de 1940 a 1970, de Marylin Monroe a Salvador Dali – e seu Jump Book é a principal referência em Jumpologia. Mas não precisa levar essa palavra tão a sério, não… afinal, ela é só uma forma de chamar tudo isso que envolve a fotografia pululante!

Agora dá um pulinho vai…

Desafio QUEM NUNCA teve a ousadia de fazer uma foto pulando a testar a própria autoconfiança (aka cara-de-pau) ao se jogar em frente à câmera. E se você faz parte do time QUEM JÀ, também quero ver suas selfies saltitantes!

Então, vamos nos seguir no Instagram e não deixe marcar seus posts com com as hashtags #metoo  #pulinhos e #pratserie_blog pra que eu possa curtir!

Beijos, Prats

Jumping selfies @pratserie
Um pouco de ‘jumpology’ no Sri Lanka pelas lentes de Alice Luker

 

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