3 comidas típicas que não tive coragem de experimentar

Provar pratos regionais costuma ser uma deliciosa experiência de viagem. Mas nem sempre…

Já imaginou comer uma fruta tão fedida que chega a ser proibida em hotéis e prédios comerciais de alguns países do Sudeste Asiático? Por incrível que pareça, essa comida típica eu consegui degustar! Tá certo que somente em forma de chips e porque me foi oferecida em um Spa, misturada em uma das poucas sobremesas a que tive acesso durante um programa de detox 😊

Durian - not allower in the hotel @pratserie
Durian não entra neste hotel Penang, na Malásia. E em muitos outros!

A tal ‘fruta proibida’ se chama durian e tem um odor realmente assombroso. Por isso, até que me considero bem tolerante com relação a alimentos estranhos ao paladar brasileiro. Ainda assim, já computo 3 ocasiões em que recusei pratos regionais oferecidos em viagens – por mais que não ache nada bonito admitir isso:

Polos

Comecei esse post falando do durian que, apesar da aparência similar, não tem nada a ver com jaca. Eu ODEIO jaca sem ter nunca experimentado. O cheiro dela é o mais aterrorizante do mundo, na minha opinião. E adivinha do que são feitos os polos?

O curry de polos é um dos mais amados do Sri Lanka e o mais pedido dos vegetarianos. Ele é feito com os bagos da jaca verde, que não tem o odor característico da fruta. Mas nem por isso me faz pensar em outra coisa que não EEEEEECAAAAAA!

jaca - uma fruta que divide opiniões
Nesta foto de Dennis Candy, só posso olhar para o garoto!

Tracajá

Passei a maior parte da infância e adolescência me recusando a comer carne, por não querer me alimentar de bichinhos. Muitos hambúrgueres depois, eu tive a sensação de voltar a esse tempo de uma forma mais radical…

Estava em uma festinha de criança na Amazõnia, onde eram servidos diversos pratos da culinária indígena.  A anfitriã se empolgou com minha curiosidade e disse que eu tinha que experimentar tracajá. Então, me levou até a churrasqueira onde repousava o casco de uma imensa tartaruga e as pessoas se serviam de nacos da barriga do animal.

Acho que dei um pulo para trás, mas tentei ser educada: – Obrigada, acabei de almoçar!

Fernanda Prats in a beautiful garden @prtaserie
Eu sendo fina, elegante e (quase) sincera,

Hakalr

Em minha viagem de 40 dias pela Escandinávia, provei diversos tipos de carne sem dó. Porém, acabei ‘dando defeito’ no último destino da jornada, a Islândia.

Muitos turistas comentavam sobre suas experiências provando carne de tubarão ou bifes de baleia e, em princípio, eu achei que não seria nada muito diferente do que comer outro tipo de peixe. O problema é que eu também lembrava de ouvir as pessoas falando ‘salvem as baleias’ e quis me informar melhor sobre o assunto.

Os islandeses têm fama de aproveitar ao máximo os alimentos e de comerem carnes exóticas como as de cavalo, golfinho e de aves marinhas. Na dúvida, preferi me deleitar com a imensa oferta de gastronomia contemporânea em Reiquiavique – a capital do país. Bem melhor experimentar uma sobremesa minimalista ⤵ do que uma iguaria pega-turista em estado de putrefação, concorda?

gourmet creation @prtaserie
Tive que dar um close nessa sobremesa 5 estrelas que comi na Islândia, mas estava uma delícia!

Depois desse relato, acho que você não vai ficar com vergonha de contar que tira as passas do panetone ou que torce o nariz para alguma comida típica, né? Então, compartilha aqui a sua anti-dica culinária!

Beijos, Prats

PS – A foto da capa, clicada pela Alice Luker, foi feita no Ministry of Crab em Colombo,  Sri Lanka, e eu ADOREI os pratos típicos servidos por lá 👍👍👍

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