Profissão: viajante

Síndome do impostor, burnout, slashing, geração x, y, z… bora dar uma viajada nisso tudo?

Dizem que essa coisa de se reinventar profissionalmente é nova, mas desconfio que não. Eu mesma tenho feito isso desde que ingressei no mercado de trabalho e pretendo ‘keep walking’. Por isso, já não vou citar meu cargo mais recente ao preencher formulários ou fichas de check-in. A única profissão que desejo assumir daqui pra frente é a de viajante.

Ser viajante não parece muito profissional? Ótimo. Porque é algo mais consistente com meus desejos e ainda engloba todas as habilidades que tenho desenvolvido na vida e no trabalho.

Fora o tanto que isso alivia a tal da síndrome do impostor!

E, por falar nas síndromes nossas do dia a dia, minha história com a reinvenção de carreiras começa e termina (?) com o famigerado Burnout. Só que na época esse fenômeno era mais conhecido como ‘a Marisinha pirou e pediu demissão’.

Sim, tenho atravessado as gerações X, Y e Z como uma legítima slashie tanto na parte boa quanto na parte ruim disso tudo. Agora quero subverter um pouco esses conceitos – com as respectivas definições no final do post.

Quem sabe você também se anima com essa minha ‘viagem’?

Detalhes do Trajeto

Foi bom ficar com a vaga de produtora da Marisinha quando eu só estava procurando um estágio. Tive uma oportunidade sensacional de aprendizado na prática e em jobs muito diversificados. Era vista meio que como ‘mascote’ pelos diretores, que adoravam me passar dicas e ouvir minhas sugestões – além de deixarem a parte mais pesada do trabalho para mim.

Aos 20 e poucos, já com bastante experiência trabalhando com carteira assinada, resolvi virar freelancer. Fui dar um toque para um amigo que tinha acabado de abrir produtora de vídeo e ele me convocou para substituí-lo numa viagem. Delícia, né? Detalhe: era para dirigir o job no lugar dele!

Passagem-prêmio

Nessa primeira fase da minha vida de freela, tive oportunidades de atuar como roteirista, editora, supervisora de arte, coordenadora de produção, repórter…. slash, slash! Só que ainda não dava pra responder com clareza a minha profissão. Minha avó, por exemplo,  nunca soube o que eu “era” 😊

Então resolvi ‘ser’ de algum lugar. Acionei meus muitos contatos e em pouco tempo estava novamente com a carteira assinada  agora na TV Gazeta. Não por acaso, meu trabalho também englobava todas as habilidades anteriores. A diferença é que lá eu tinha direito a férias, 13º, bônus e horas extra.

E logo fui promovida a Diretora de Programas – apesar de eu não assinar nenhuma atração de emissora, e sim, continuar como uma ‘joga nas 11’ oficial.

Mudanças de Rota

Foram 4 anos na TV, trabalhando muito no período da madrugada. Como não dava para viajar por muito tempo, eu aproveitava a flexibilidade de horários para fazer cursos e ‘viver novas experiências’. Assim, acabei trabalhando com teatro experimental, sendo jurada de carnaval e assinando os primeiros figurinos para filmes de publicidade.

Formada em Cinema que sou, agarrei todas as oportunidades de trabalho na área – deixando a TV pra trás para virar freela again.

A carreira de Stylist começou a se configurar quando fui assistente de figurino e cast para longa-metragens. Posso ter dado um passo para trás em relação ao meu título de diretora, mas eu estava pisando em um universo que sempre amei.

Fazer produção de moda também abriu portas de esditoras e estúdios fotográficos, outra grande paixão. Aliás, os estúdio ésão alguns dos lugares onde mais me sinto em casa neste mundo. Por isso só saí dos sets quando estava absolutamente esgotada. Pronta ou não, chegou a para dar um longo abraço REAL no mundo e trabalho de forma mais VIRTUAL.

E eis que algo que eu sempre fiz durante toooodo esse trajeto virou a minha principal atividade como nômade digital: escrever.

Melhores Destinos

Na trajetória que narro aqui, aproveitei a flexibilidade da vida de freelancer (e a falta de tempo para gastar o dinheiro que eu ganhava na época) para viajar. Cheguei a ficar quase 3 anos pelo mundo, sem a menor pressa de voltar.

A sede de conhecer outros estilos de vida era tanta (e a falta de dinheiro nos últimos tempos também) que acabei trabalhando no setor de turismo em outros países.

Maaaais slashes pra minha lista!

Por isso, resolvi renomear como ‘viajante’ essa minha profissão que junta tudo quanto é título/cargo/habilidade, tanto acumulados quanto por acumular.

Categorias

Promessa de texto é dívida, então deixa eu dar aquela pincelada sobre alguns termos citados lá no comecinho. Minhas ‘definições’ nesse pequeno glossário são bem resumidas e particulares:

  • Síndome do impostor – quando se desconfia da própria capacidade, atribuindo seus êxitos à sorte e se sentindo um verdadeiro embuste.
  • Burnout – esgotamento físico e mental relacionado ao trabalho e estilo de vida que se está levando.
  • Slashing – tendência contemporânea (ou nem tanto) de se definir profissionalmente de uma forma múltipla. O termo deriva do inglês ‘slash’, que nada mais é do que a barra diagonal usada para aglomerar essas funções. Exemplo: modelo/ator/youtuber/digital influencerrrrrr…
  • Geração X – pessoas nascidas entre os anos 1960s e 80s (eu!), quando a internet como conhecemos hoje não era nem mato!
  • Geração Y – os famosos Millennials que pegaram a transição do analógico para o digital, basicamente.
  • Geração Z – aquela que flui e  ‘zapeia’ – apesar de eu não acreditar que eles conheçam esse termo!

Bom, acho que não foi à toa só ter conseguido finalizar esse texto no Dia de Ação de Graças. Com tanto trabalho nos últimos tempos, está difícil manter o Pratserie atualizado e até as minhas redes sociais! Mas quero agradecer de todo coração a sua companhia em cada momento dessa jornada, com seus altos e baixos, memórias e planos futuros.

Obrigada, viajantes!

Beijos, Prats

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