Aniversário de Criança

Já que não posso oferecer uma fatia de bolo pra você, compartilho algumas histórias nada convencionais de minhas comemorações” nesta data querida”: aniversário e dia das crianças.aniversario-de-crianca-por-fernanda-pratsSim, 12 de outubro é meu dia…. e também o de todas as crianças do Brasil, além de ser feriado nacional dedicado à santa padroeira do país, Nossa Senhora Aparecida. Assim não dá para sentir qualquer exclusividade na data, né? Na infância, um presente a menos. Depois de adulta, a galera aproveitando o feriado e eu ficando em Sampa pra trabalhar. Talvez por isso eu não seja tão ligada em pic-pics e rá-tim-buns. Até já passei aniversário de pijama – e de boas – assistindo séries sozinha. Mas nunca esqueço dos vários momentos felizes e engraçados que se transformaram em comemoração de aniversário “à la Prats”.

Under The Stars

Este ano mesmo, rolou uma festa surpresa incomum… dentro de outra festa. Explico: mudei meus planos de viajar no aniversário porque haveria a despedida de uma colega de trabalho aqui no Sri Lanka – que foi se tornando uma grande amiga. Combinamos de comemorar meu níver “sob as estrelas” também,  aproveitando que o  bota-fora seria ao ar livre. Só que eu não imaginava que nossos chefes iriam trazer bolo e tocar Happy Birthday to You… Muito menos que minha amiga, alemã, fosse pesquisar receitas e preparar brigadeiro e beijinho de coco especialmente para a ocasião!

Debutante

Como sempre cursei um ano adiantado na escola, fui a algumas festas de 15 anos enquanto ainda tinha 13-14. Me sentia ridícula naqueles vestidos. Ainda mais porque meu pai não poupava “elogios” – tipo dizer que eu parecia uma artista de cinema e conclyir: a Olívia Palito!

Até tive a oportunidade de dançar valsa no Debut de uma amiga, mas achei tudo embaraçosamente cafona. Pra mim, a sensação de estar entrando no mundo adulto só bateu quando comemorei aniversário num barzinho pela primeira vez.

-E aí, vai ter festa?

-Não, mas a gente pode se encontrar num barzinho.

Aniversario-de-criança-blog-Fernanda-Prats.jpg

Antes Só, Depois Bem Acompanhada

Sempre gostei mais desse descompromisso. De, simplesmente, juntar os “a fins” e celebrar quando for possível. No máximo, reservar uma mesa e – que delícia! – ir acrescentando cadeiras. Misturar família, amigos daqui e dali, amigos de amigos… e criar novas conexões.

Uma dessas não-festas, por exemplo,  foi um almoço que reuniu umas 15 pessoas em minha cantina preferida, ao som de um cantor com a voz IGUALZINHA à do Frank Sinatra. Rimos muito, fechando os olhos para fantasiar que estávamos em New York, New York… só que ali no Bixiga mesmo.

Não, obrigada

Num dos muitos 12 de outubro com trabalho na agenda, era dia de comercial de cerveja. Equipe marcada para as 6h da manhã, sem previsão de horário para sair do estúdio. A modelo (de biquíni, claro) só tinha que segurar um copo e falar algumas frases para a câmera. Entre os erros e acertos, os gritos de “corta”, “troca o copo” e “vamos de novo”… passei quase 20 horas ao lado do barril onde o pessoal de arte descartava o líquido dos takes anteriores e preparava cervejas mais fotogênicas para os próximos. Como lidar com os amigos que me convidavam para uma cervejinha depois disso?

Tindervention

Nesta época, só que no ano passado,  eu estava deprimida, confusa e, pra dizer polidamente, ferrada. Morava em Penang, na Malásia, com estadia garantida apenas até o final do mês. Dali pra frente, eu não teria cono me manter no Remote Year. Contava apenas com o dinheiro que levantei em um bazar antes de deixar a Turquia, onde vendi parte das minhas roupas e acessórios. Trabalhava todas as madrugadas para me alinhar ao fuso horário do Brasil, lapidando os poucos jobs que já tinha fechado e procurando outras oportunidades on-line. Passava as manhãs na cama, exausta e sem conseguir dormir.

Desse jeito, perdi a festa surpresa para os aniversariantes do mês numa espécie de parque de diversõese (que eu iria amar! ) e quase não fui ao almoço onde rolou bolo+parabéns pra mim.

Preocupadas, minhas amigas do projeto apareceram no apartamento com vinho, comidinhas e uma idéia maluca: configurar meu perfil no Tinder e marcar uns “dates”. Not a big deal? Eu sempre fui mais da paquera offline e não curtia esse app, como explico neste post… só que… ou elas mandaram muuuuito bem, ou eu dei muita sorte 🙂 🙂 🙂

Quarto de Século

A única grande festa de aniversário que me lembro de ter “produzido” rolou nos meus 25 anos. E nem foi tão grandiosa. Foi longa, isso sim. Comemorafa durante todo o final de semana, com a casa aberta pra quem quisesse aparecer. Na época, eu morava com amigos e tínhamos um quintal com churrasqueira. Fizemos BALDES de Sangria e bebemos com familiares, vizinhos, colegas de trabalho de diversas empresas, professores, ex-namorados com suas atuais, ex-namoradas dos meus atuais… gente que fez parte da minha vida em diferentes tempos e espaços. Foi o máximo!

kid-with-clown-makeup

Enfim, acho que sempre fugi dos Parabéns A Você por sentir um misto de emoção e vergonha quando as pessoas cantavam pra mim. Não sabia pra onde olhar, onde enfiar as mãos e, muitas vezes, como disfarçar as lágrimas… Criancice minha. Mas, gente, eu nasci no dia das crianças!!!

Beijos, Prats

*Fotos em P&B por Luiz Negrão, amigo da família desde antes de eu nascer, padrinho de minha irmã e meu querido “tio Negrão”

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