5 Respostas que valem para muitas perguntas sobre o Remote Year

Perdi a conta das mensagens e e-mails que recebi sobre minha participação no grupo inaugural do Remote Year. Muita gente em busca de dicas para ter sucesso no processo de seleção, perguntando se vale a pena participar do programa ou, simplesmente, como é a experiência. Percebi também que nem todos estavam lendo com atenção ou compreendendo bem as informações contidas no site do Remote Year, em inglês.  Por isso, selecionei 5 dúvidas recorrentes para esclarecer neste post. E prometo complementar em breve!

COMO FUNCIONAVA O REMOTE YEAR?

Quando me inscrevi para participar do primeiro Remote Year, a proposta era levar 100 profissionais de diversas áreas e nacionalidades para uma viagem de um ano para 12 destinos internacionais – uma cidade a cada mês –  de onde os participantes poderiam trabalhar remotamente, com a conveniência de ter o programa providenciando deslocamentos, acomodações, espaços de co-work e algumas atividades/refeições gratuitas por semana, além de apresentar opções de chips de celular, academias, tours e outras atividades que poderiam ser do nosso interesse adquirir. Fora uma taxa inicial de 3000 dólares, a gente teria que pagar 2000 dólares mensais pela prestação de serviços – ou seja, se eu ficasse até o final, teria pago um total de 27000 dólares à organização.

Não foi à toa que usei todo esse “futuro do pretérito” no parágrafo anterior… E muito menos por eu ter saído antes do final do Remote Year… Desde o começo, as coisas foram bem diferentes do planejado.  Primeiro, a organização reduziu o número de pessoas no grupo para 75, apesar de afirmar ter recebido mais de 25000 inscrições – e isso contava com o staff, então apenas 68 selecionados partiram na viagem inaugural.. As falhas ao longo do percurso alavancaram tantas desistências que eles até nos ofereceram alguns descontos, ao mesmo tempo que abriam inscrições para novos grupos. Menos de 30 participantes do primeiro grupo completaram o programa. Por isso achei importante destacar que o objetivo do Remote Year sempre foi o lucro, assim como toda empresa. Eles nunca pagaram ninguém para viajar ou ajudaram alguém a conseguir trabalho remoto, como muita gente imaginava ao me perguntar sobre o projeto.

Fernanda-Prats-Pratserie-blog
Na transição de Stylist a Nômade Digital. passei pra frente das câmera e pra trás de um laptop.

PORQUE VOCÊ DECIDIU PARTICIPAR?

Eu sempre amei vagar pelas ruas de algum lugar desconhecido, observar as pessoas, experimentar estilos de vida diferentes, fotografar, pesquisar e escrever sobre meus achados e achismos. Como eu ganhava bem como Stylist, destinava uma porcentagem dos cachês para investir em viagens e fazer tudo isso. Nos últimos tempos, percebi que esta era minha maior motivação para trabalhar e que, a cada oportunidade de sair do Brasil, eu demorava mais pra voltar pra casa e para o mercado. Então resolvi “cortar o intermediário” e partir para uma imersão no cotidiano em outro(s) país(es), levando uma vida mais simples. O Remote Year surgiu em minhas pesquisas num momento em que eu estava completamente decidida a me tornar Nômade Digital – e aberta até as opções mais malucas para empreender essa mudança radical.

O QUÊ FEZ PARA SER APROVADA?

O mesmo que todos os que se inscrevem: preenchi um formulário e enviei minhas respostas às perguntas iniciais. Fui extremamente sincera e objetiva, explicando que nunca tinha trabalhado remotamente mas estava disposta a buscar oportunidades. Nem acreditei quando me selecionaram para as entrevistas por Skype… e nem dormi na noite anterior à minha conversa com um dos fundadores! Novamente, fui muito sincera sobre não ter um emprego remoto alinhado. Expliquei que estava preparando um projeto de produção de conteúdo para empresas e veículos de comunicação no Brasil e fui incentivada a apostar nessa alternativa. Dias depois, recebi a notícia da aprovação.

COMO SE PREPAROU PARA DEIXAR O BRASIL?

Tudo isso aconteceu muito rápido, tive pouquíssimo tempo para me organizar. Lembro que pesquisei se havia notícias sobre fraude ligadas ao Remote Year e até chequei os antecedentes dos fundadores antes de pagar a taxa inicial e comprar minha passagem só de ida para Praga – a organização começava a prestar os serviços por lá. Sem garantias de que não estava entrando em roubada, decidi me concentrar na prospecção de clientes para meu projeto e me desfazer do carro, móveis, livros… além de um grande acervo de roupas e sapatos (de uso pessoal e para os trabalhos como Stylist). À medida que ia me desfazendo das coisas acumuladas, me sentia ainda mais firme em meu propósito. Se eu perdesse a grana investida inicialmente no programa, seguiria meu plano por conta própria.

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Fernanda Vende Tudo (depois de doar boa parte pras amigas e pro Instituto A Nossa Jornada)

QUAL SUA DICA PARA QUEM SE INSCREVE NO REMOTE YEAR?

Faça as contas e mantenha o foco! A grande jogada de marketing dos fundadores do Remote Year é enfatizar a possibilidade dos inscritos serem aprovados para participar de um grupo seleto e viajar pelo mundo – percebe como é fácil a parte prática perder o destaque diante desses atrativos? Então muita gente se empolga com a “competição” para participar da jornada, esquecendo que terá de trabalhar remotamente e desembolsar muitos dólares para isso. Não me arrependo de ter ido como free-lancer, mas garanto que a experiência é mais tranquila para quem tem um emprego remoto fixo para cobrir as despesas e/ou muita grana para gastar, já que o programa tem um preço alto.

Quer saber mais? Hoje farei um Live especial sobre o Remote Year na página Pratserie do Facebook, às 9h30 (horário do Brasil). Te espero por lá!

Beijos,  Prats

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