Entreorelhas – Kuala Lumpur

Minha intimidade com Kuala Lumpur, capital da Malásia, foi além de chamar a cidade pelo apelido. KL entrou para meus planos por acaso, já que a maioria dos vôos para o Vietnã fazia escala por lá. E me deu vários motivos para estender a estadia. Inclusive, tive direito a ver neve –  mesmo com a temperatura média de 32 graus.

 

love kl

PS: I LOVE YOU, KL

No mês que passei na Malásia com o grupo do Remote Year, vários amigos fizeram bate-volta de Penang pra Kuala Lumpur. Lembro de ter visto muitas fotos das torres Petronas nos perfis sociais deles e alguns comentários sobre a vida noturna.

torres gemeas vistas do 57 andar.jpg
Vista do rertaurante Marini’s 57 que publiquei no insta @pratserie

Nada disso me animava a fazer uma incursão solo por KL… e ir para a balada sozinha naquele país estava fora de cogitação. Por isso, a música do final deste post foi 100% “entreorelhas” nessa etapa da viagem. Legitima representante da playlist que eu ouvia nos meus fones durante as caminhadas. De certa forma, ela traduziu minha percepção sobre a cidade. Uma profusão de sons distintos se encaixando com harmonia, como se fosse uma trilha sonora composta originalmente para as sequências de cenas que eu ia observando.

 

kuala lumpur fontes.jpgOk, chega de filosofar. Aposto que você quer mesmo saber as curiosidades sobre Kuala Lumpur e o que eu aprontei na cidade, certo? Bora ativar os mini-flashbacks:

kl_city_view_b
Esta é a única foto que não é minha aqui, faz parte do guia da Time.

Primeiro a comparação com Singapura é inevitável, já que o investimento em obras modernas de arquitetura e urbanismo é visível: torres gêmeas, shoppings, trens suspensos, vias expressas…  além de muitos expatriados vivendo lá, por conta desse boom de empregos na área de construção e serviços.

 

kuala lumpur by car.jpgMas há sempre um componente meio selvagem a nos lembrar que estamos na Malásia. Digo selvagem de selva mesmo. Esqueça as árvores importadas e o paisagismo calculado para parecer exuberante. Em KL, a natureza escapa desmedida por entre as construções.

kuala lumpur torres dia.jpgAo contrário do que eu disse no post sobre Singa, o calor não afasta as pessoas das ruas. Malaios, chineses, indianos e turistas de todas as partes do mundo vivem se esbarrando pelo caminho. E formam pequenas multidões para, por exemplo, ver a neve artificial que faz parte da programação de natal de um shopping.

pavillion.jpgHá várias outras atrações gratuitas na área central da cidade e, melhor ainda, com opções de transporte sem custo para fazer o trajeto entre elas. Basta pegar o ônibus roxo GO KL e checar o itinerário. Na maioria das vezes ele para bem em frente ao destino, em outras a caminhada é leve. O Google Maps funciona super bem, mas não tente consultar enquanto está andando porque o movimento é insano e as calçadas são bloqueadas por motos, displays das lojas, carrinhos de ambulantes… O pedestre é o último na hierarquia das ruas.

kuala lumpru transporteEu mudei de “casa” 3 vezes na cidade e em todos os endereços tinha acesso fácil ao transporte público. Primeiro, fiquei perto de Chinatown e do antigo mercado.

mercado central kl fachadamercado central klDepois passei uns dias num bairro mais afastado, que proporcionava esta vista sensacional a partir da piscina no topo do prédio.

kuala lumpur sunset skyline

Sem photoshop! Só contei com meu olhar e sorte, o resto é culpa do horário e do filtro natural que a umidade proporciona. Um pouco mais tarde, o efeito se perdeu… mas depois teve um banquete de pizza com minhas roommates, uma de cada parte do mundo!

borda infinita kl

pizza night with the girls.jpg
Não escureci o cabelo, ele só está molhado!

Acabei ficando mais tempo na cidade, desta vez perto da torre de TV.

torre de tv kuala lumpur.jpgEm todos os endereços, o 4 não aparecia no elevador – o número é associado à morte nas culturas orientais e uma conhecida aí no Brasil me reprimiu nas redes sociais por convidar as pessoas a descobrirem “os erros” na foto. Ela acabou me ensinando que isso chama Tetrafobia. Muito bem, agora todos aprendemos a lição!

tetrafobiaCaminhando num domingo à tarde, notei que só havia homens em uma das ruas. Segui estranhando isso até uma praça. Me senti acuada, mas eles apenas me observavam de canto de olho, também estranhando minha presença por ali. Os que não percebiam minha passagem, papeavam distraídos, muitas vezes abraçados uns aos outros ou andando de braços dados – num clima de camaradagem, nada a ver com pegação. Disfarcei e fiz uma panorâmica, hehehe

kl strets.jpgAí imaginei que as mulheres estariam em casa, batendo cabelo e se divertindo com amigas, libertas do hijab e das roupas fechadas que são obrigadas a usar, às vezes desde pequenininhas, para sair à rua.

hijab-stylesmuslim-stylei love klVou dar um pause por aqui porque ainda tenho muuuito que contar e mostrar, então este post terá sequência – pode voltar logo mais!!! Mas antes compartilho a música escolhida para resumir meus loucos e apaixonantes dias em Kuala Lumpur. Uma melodia simples, conhecida, só que executada de uma forma totalmente diferente. A sonoridade dessa banda me remete ao contraste entre a beleza estática da arquitetura e o movimento nas ruas, com a natureza igualmente vibrante ao redor.

Beijos e até já!

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