Descobrindo Colombo – Parte 1

Se eu tivesse que comparar Colombo a algum estilo da moda, eu diria que a cidade aposta no Hi-Lo – aquela tendência que ganhou força na virada do milênio com looks descolados criados a partir da mistura de peças luxuosas e comuns, high and low.

Começo esta série de posts sobre as descobertas que fiz em Colombo pelo que me animou logo de cara mas, provavelmente, fará mais sentido para quem reserva a estadia na cidade para o final da viagem pelo Sri Lanka. Isso porque eu cheguei lá depois de passar uma temporada no meio do NADA e adorei retomar contato com a urbanidade – sem perder de vista os elementos de exotismo característico do país.

Imagine que a poucos metros de um comércio de rua bem popular e movimentado, você encontre modernas torres de escritórios, hotéis 5 estrelas e restaurantes elegantes. Voltando aos termos da moda, o contraste poderia ser comparado a um crash de estampas: Oriente e Ocidente, 25 de Março e Jardins, Tuk-Tuks e SUVs, o cinza dos ternos e o colorido dos sáris, prédios históricos e calçadas desmanteladas… tudo descombinado com harmonia.

Descobrindo-Colombo-Parte-1-pratserie-blog-Fernanda-Prats.jpg

Confesso que demorei para ver graça nessa loucura, principalmente com meu cérebro fritando num calorão de 37 graus. Só quando fui salva pelo ar condicionado e estava prestes a receber um maravilhoso tratamento de beleza é que consegui organizar em minha mente isso que eu vinha filosofando até agora.

Meu primeiro contato com a cidade me fez ver o quanto eu sentia falta da “civilização”: cafés, lojas, cinemas e (porque não?) salões de beleza.  Depois de passar algum tempo descalço e descabelado pelos pontos mais exóticos da ilha – e dos sempre cansativos deslocamentos entre eles – quem se negaria uma futilidadezinha básica? Tenho certeza de que vários viajantes animariam tanto quanto eu, mesmo sem admitir. Então minha lista de achados em Colombo começa por algo que muitos adoram encontrar, mas poucos ousaram me perguntar:

Onde dar aquele retoque na beauté, sem tomar um grande choque cultural?

– Depilação: No Honey Pot é do jeito que brasileira gosta, com profissionalismo e delicadeza que eu não via desde que deixei a Pátria Amada – e preços honestos.

– Manicure e Pedicure: Procure o salão da OPI, dentro do Crescat Boulevard, ou o Nail Anatomy. No Roots do Liberty Plaza é mais barato, mas o processo é simplificado.

– Cabelos e Sobrancelha: A cidade tem muitos salões, mas a qualidade sempre depende do profissional. Escova e limpeza de sobrancelha são os procedimentos com menor risco de decepção. Isso porque eles são muito procurados pelas exigentes mulheres daqui, que conseguem manter os cabelos lisos nessa temperatura insana e só fazem as sobrancelhs com linha,  o tradicional método local

– Massagens: Depois de bater perna no calorão, qualquer salão da rede Foot Comfort mais ajeitadinho traz sua amada circulação de volta. Se puder ($$$), invista em um ritual no Spa Ceylon – o mais famoso Spa do país, onde experimentei dois maravilhosos rituais de beleza. Se não se importa de fazer isso em público, relaxe aos cuidados dos deficientes visuais que atendem aos sábados no Good Market.

Fiz questão de manter o conceito do hi-lo neste post, sempre pensando em apresentar versões mais baratas pra quem quiser se “dar ao luxo” de curtir uma(s) destas experiências…   e voltar à civilização com estilo!

Até o próximo post!

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foto: Alice Luker (Style in Sri Lanka)

Beijos, Prats

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