Como é um Cat Café

Eu tinha curiosidade em ver como é um Cat Cafe desde a época em que morei em Penang, na Malásia. Lá se vão mais de 3 anos e outras tantas oportunidades de visitar uma dessas cafeterias temáticas em outros países por onde estive, incluindo a inauguração de um lugar com esse conceito no Brasil…

Mas eu também tinha restrições e suposições, que logo vou desmistificar aqui.

Gatinhos na conquista

Pra começar, não sou do tipo de humano que, ao ver um animalzinho, reage como se tivesse presenciado a queda de um meteoro cintilante com o David Bowie ressuscitado cantando ‘as the world falls dooooonw’.

Amo os bichos como parte da natureza, sem preferência por raça, cor ou tamanho. E procuro respeitar mesmo aquelas espécies repugnantes, como baratas, mosquitos, ratos e cobras (mas elas lá, eu aqui!).

Por essas e por outras, só fui entender o sentimento dos #catlovers depois que alguns gatinhos selvagens começaram a frequentar o local onde eu morava na Albânia. Eles iam lá porque uma das hóspedes costumava alimentá-los. Quando ela foi embora, eles continuaram procurando pela benfeitora, observando as portas envidraçadas da cozinha. Então, passei a fazer o pratinho deles.

gatinha malhada @pratserie

Ao voltar para o Brasil, super abalada pela perda do meu pai, fui conquistada pelo jeito independente e sem mimimi com o qual as gatinhas Bella e Chloé me consolavam nas muitas vezes em que eu dormia no apartamento ’delas’ – que pertence à minha amiga Tatiana. Apelidei o lugar de ‘CatBnB’ e curtia trabalhar com elas brincando perto do meu laptop ou preguiçosamente esquentando meus pés…

Isso reacendeu a antiga vontade de visitar um Cat Café, principalmente quando descobri que havia um bem perto de onde eu estou hospedada aqui na Colômbia.

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Como funciona o Cat Café de Bogotá

A primeira impressão que se tem do Calico é de um café/restaurante normal. Não há animais circulando entre as mesas e as referências aos felinos ficam por conta da pintura na fachada, dos detalhes decorativos e da discreta tiarinha na cabeça da funcionária que nos atende.

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Ela explica como é organizada a ‘ação’ com os felinos, que só acontece após consumirmos algo por lá. Como estamos ansiosos pela experiência no Cat Café, a olhada no cardápio é mais para checar a faixa de preços e pedir algo rápido. Mas são muitas as opções a valores moderados.

Vou de espresso com leite condensado, como os que eu tomava no Vietnã, e meu amigo pede apenas uma garrafa de água. A conta fica em COP 11000 (que dá mais ou menos R$ 13 ou 3,5 dólares).

Depois de pagarmos, a funcionária nos leva para conhecer os outros ambientes do térreo: uma lojinha, uma área de eventos e um local onde ficam os gatos resgatados, que passam por um processo de recuperação separadamente, até que estejam em condições de serem adotados.

Há muito orgulho e carinho na maneira com que ela nos conduz até o segundo andar, onde poderemos interagir com os gatinhos. Ali, o ambiente é totalmente dedicado a eles. Temos que higienizar nossas mãos e nossos calçados, além de respeitar a liberdade e o conforto dos animais.

Há toda uma estrutura para que os gatos se divirtam ou apenas descansem e fiquem na deles, como e quando quiserem. Em vez de estabelecer regras rígidas com relação ao tempo de permanência e tipo de interação, a casa prefere demonstrar que o foco é o bem-estar dos bichanos. Por isso, mantém uma funcionária atenta a eles nesse espaço – principalmente quando há crianças visitando.

Quinzenalmente, o café promove uma atividade apelidada de Yoga-to: uma sessão de Vinyasa na qual os gatos participam, claro.  As aulas custam COP 25.000 (equivalente a R$ 30 ou menos de 10 dólares, na cotação atual).

3 detalhes que me surpreenderam no Cat Café

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Higiene

Pra ser sincera, eu sentia um certo nojinho de visitar um Cat Café por pensar que seria algo anti-higiênico. Imaginava encontrar pêlos na bebida, gatinhos passando por cima do meu lanche ou olhando para ele com aquela carinha de pedinte… Mas isso não aconteceu, pelo menos nessa experiência em Bogotá.

Cuidado

Assim como os felinos não compartilham o espaço onde são preparadas ou servidas as refeições, notei que ali os animais não são explorados – e sim, reverenciados.

Propósito

Além de perceber que o respeito e cuidado com os animais são prioridades naquele Cat Café, achei muito legal o compromisso deles com o resgate e adoção de gatinhos.

Como disse no início deste post, eu tinha algumas ideias pré-concebidas sobre Cat Cafés e me senti aliviada por não ter participado de uma atividade que não fosse tão bacana para os gatos quando para as pessoas.

Para conferir mais detalhes dessa visita, assista ao vídeo do Philly Dom no YouTube. E aqui você encontra uma lista de cat cafés espalhados pelo mundo.

Beijos, Prats

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