Aqui, Afora

Estou lendo uma série de textões que falam de viagens por prismas menos convencionais, levantando questões de gênero no marketing de turismo, o impacto na economia e meio ambiente dos países visitados, as relações entre viajantes e moradores. Por ai vai. Do jeito com que é colocado, o prazer da coisa toda quase que vira culpa. Por isso, venho em defesa dessa minha paixão….

Sim, há mais que se levar em conta entre o “uh-hu, bora lá” e a coleção de carimbos no passaporte. Sei que muitos fazem as malas apenas pensando em arrasar nas fotos do insta, desfrutar os mimos num hotel de luxo ou simplesmente dar-se ao luxo de não fazer nada por uns tantos dias. Ou nada disso. Ou tudo isso junto, tá valendo. Mesmo assim, acho que qualquer viagem é transformadora. Até uma singela ida à praia.

Por mais que a pessoa vá pro litoral pensando somente no bronzeado ou preocupada com a durabilidade da chapinha, em algum momento, a brisa do mar vai “bater”. E esse instante de reconexão com a natureza já lhe fará muito bem. Sair da rotina e ter de navegar por outros mapas, naturalmente, nos torna mais presentes. Nos faz vivenciar o momento com mais intensidade. Nos coloca em estado de meditação até sem percebermos.

Sinto isso exatamente quando o vento bagunça meus cabelos, numa varanda muito, muito longe de minha casa. Vejo um pôr de sol deslumbrante, o mar em tons de azul e prata, o céu entre o rosa e o dourado, a linha do horizonte esfumada, mesclando as temperaturas de cor e dando uma sensação de profundidade. Um pensamento vem e deixo que ele permaneça, porque tem a ver com esse conceito e quero mais é compartilhar: o Aqui é formado por muitos lugares e o Agora também abraça o ontem e se projeta no amanhã. Minha respiração neste momento contém o que aspiro para o futuro e também alguns suspiros do que passou, de todas as partes em que estive e pra onde ainda vou. dos constantes desafios a me inspirar. E, se você acha que estou viajando ao dizer isso… acertou!

Claro que eu poderia ter um desses insights meditando de olhos fechados, sem sair do meu CEP de origem. Mas, quando a gente viaja, nosso constante desequilíbrio ganha destaque – como diz a letra do Suba, “Toda vez que dou um passo, meu mundo sai do lugar” – e isso é um excelente propósito para alavancar mudanças.

Anos atrás, viajei por Portugal com uma amiga super divertida. Alugamos um carro para percorrer várias cidadezinhas onde ela tinha familiares e procurar a aldeia onde o pai dela tinha vivido. Nos perdemos tanto pelas estradas portuguesas, tivemos que pedir ajuda, refazer planos, decidir um milhão de coisas de última hora. Ao mesmo tempo, foram tantas as experiências interessantes pelo caminho que só pudemos concluir: “Até errando, a gente acerta”.

Aqui, agora, um erro de digitação aumentou a sincronia do título deste post com o que seria dito. Em dois anos de jornada, mundo afora e mundo adentro, só descobri que ainda há muito que aprender, muito que equilibrar, muito que mudar… e muito que viajar! Sou devota da estrada de corpo e alma, mas minha mente sempre está aberta a outras opiniões e, principalmente, a pensar em viagens por todos os vieses. Declarada minha paixão, compartilho o link dos textões para quem quiser se aventurar nesse labirinto de ideias – em inglês

Beijos,  Prats

aqui-afora-viaje-comigo-pratserie-blog-1.jpg

Anúncios

Guardanapo virtual... escreva aqui seu comentário.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s