Albânia, um pedacinho da Europa que cabe no seu bolso!

A Albânia se manteve fechada para o turismo até o início dos anos 90 e foi um dos últimos países da região a sair do regime comunista. Muitos ainda associam o nome do país a conflitos, imigração ilegal e obscuros personagens da máfia albanesa em filmes de ação…

Mas isso é muito bom!

Primeiro porque essa é uma imagem distorcida e não há qualquer perigo em vir pra cá. Depois… depois tem vários detalhes, que vou contar neste e no próximo post. Já adianto que o país é deslumbrante e oferece um excelente custo-benefício ao viajante, sem que a gente tenha que disputar espaço com uma horda de turistas, como na quase-vizinha Croácia.

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Em Ksamil, dá para atravessar a nado até a próxima ilha. Bora?

Europa 3 em 1?

Quem curte fazer comparações, aponta várias semelhanças entre a Albânia e o sul da Itália, a Grécia e a Croácia. Mas também há vários fatores que tornam o país único, especial. Então, o melhor é tirar suas conclusões in locopor um terço do custo de uma viagem para os países citados acima! O “pacote” inclui praias maravilhosas (sem exagero algum), cidades históricas, sítios arqueológicos, parques e montanhas a perder de vista. Além da deliciosa gastronomia e de um povo genuinamente hospitaleiro.

Minha Praia

Se você não viu as fotos do post anterior – que mal fazem justiça à toda beleza de Saranda – imagine uma baía em forma de anfiteatro, cercada por montanhas altíssimas e com diversas ilhas bem em frente. Assim é a praia mais famosa da Riviera Albanesa, onde morei nos últimos meses. Ela é banhada pelo azul intenso do mar Jônico e tem pedrinhas brancas em vez de areia. As águas são cristalinas e não fazem ondas, só uma marolinha ou outra de vez em quando. Não tem como cansar desse cenário, que fica cada vez mais lindo com as nuances da iluminação espetacular que vem do céu. Aliás, Saranda também poderia ser chamada de cidade-luz, já que ali o sol brilha em todas as estações. São mais de 300 dias ensolarados por ano!

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Mango Beach em Saranda, Albania

Do que os viajantes gostam

Que tal dar um rolê sem gastar quase nada? Dá para fazer Saranda de base e explorar ao redor, em viagens tipo bate-volta. Se tudo é tão barato nos pontos turísticos da Albânia, imagine nas cidadezinhas pelo caminho! Claro que há hotéis e restaurantes a preços compatíveis com outros países da Europa, mas não acho que compensem o investimento. O mesmo raciocínio vale para as comprinhas: o melhor é optar pelo mais autêntico e economizar sem culpa.

Percorrendo 2 ou 3 roteiros rápidos, você já tem uma visão geral do que o país oferece de bom ao viajante (vou entrar em detalhes no próximo post). O transporte entre as cidades é simplório, mas custa pouquíssimo. E muita gente ainda vai de carona, que é bastante segura e difundida no país. Acho bem mais tranquilo do que dirigir por aquelas estradinhas escarpadas.

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É lindo demais, mas tem que ter cuidado nas estradinhas da Albânia!

Se estiver a fim de festa, capriche na produção! As mulheres são super montadas, inclusive no dia a dia, e os homens se esforçam para replicar o estilo italiano – sem muito sucesso. Ah… prepare-se para ouvir muito regaton e voltar da balada com cheiro de cigarro nos cabelos. Ninguém costuma dançar(!) mas a maioria fuma na pista. Drogas como maconha e cocaína não são liberadas no país, pero que las hay, las hay e em abundância. É melhor tomar cuidado porque isso, sim, é território da tal máfia albanesa.

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Mercado de Tirama, capital da Albânia

Economia sem passar fome

A comida na Albânia é farta e orgânica de verdade – o uso de agrotóxicos ainda não é difundido por aqui. É essa qualidade que transforma uma simples salada n’A salada mais deliciosa que você já comeu na vidaaaa. Além disso, os temperos harmonizam com o paladar brasileiro e há muito azeite envolvido. Lá não tem McDonalds e o que ekes chamam de fast-food é bem mais gostoso: pizza, suflaki (foto abaixo, à esquerda) e churrasquinho grego. Outra delicinha rápida atende pelo nome de Burek e é encontrada a cada esquina. Ela é uma espécie de pastel de massa folhada com recheio de queijo e espinafre ou bacon com batata, em geral. Há também alguns pratos específicos de acordo com a região – frutos do mar nas praias, carnes no interior – mas em todos os lugares se encontra variações da salada grega, pimentões fritos (dos Deuses) e preparações com os melhores ingredientes de época. Aprecie com uma cervejinha mais barata do que Coca-Cola, um bom vinho local ou uma dose de Rakia, aguardente de uva que parece álcool puro. Bride dizendo: “Gãzuar”!

Praticidades

  • Brasileiros e Portugueses não precisam de visto para entrar na Albânia e podem ficar até 90 dias no país, dentro de um período de 6 meses. É conveniente checar essa informação no portal consular antes de sua partida.
  • Os aeroportos mais próximos de Saranda ficam em Corfu, Atenas ou Tirana (capital do país). Desses pontos, há transporte direto para a cidade por entre 20 e 30 euros.
  • A moeda local se chama Lek (sigla ALL). Euros são facilmente aceitos e também não há dificuldade em se usar cartões de crédito Visa e Mastercard na Albânia. Mostre o din-din para ganhar descontos!
  • A língua é complicada, mas não é difícil encontrar quem fale inglês nas áreas turísticas. Detalhe: todos arranham o italiano e se esforçam para garantir a comunicação. Se quiser impressionar, pronuncie cashmere sem a sílaba “ca”. A expressão quer dizer bom, ok, beleza… e é usada nos mais variados contextos. Para negar, use “Iô” e o sim deles é “pó”. Agradeça com “palimindéri”.
  • O wi-fi é confiável nos bares, restaurantes, hotéis, hostels. Comprar um Chip (Sim-Card) local também é tranquilo (o da Vodafone tem melhor custo-benefício). Baixe o Google maps para usar offline, se necessário, mas os melhores caminhos podem ser por ruelas e escadarias que não aparecem no mapa. Portanto o melhor é sempre perguntar! 

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Foto tosca, pra mostrar como o brasão do país “inspirou” o logo da Cavalera

Só Mais um Toque

Venha logo, antes que essa mamata acabe. E, sério, reconfirme estas informações antes de fechar seu roteiro porque o turismo está evoluindo muito rápido na região dos Balcãs. Para você ter uma ideia, agora estou viajando por Montenegro e constatando o quanto as coisas estão diferentes do que li em um post recente sobre o país – escrito por uma jornalista em quem confio muito. Então, fique à vontade para falar comigo se quiser mais informações!

Beijos, Prats

 

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3 comentários

  1. Olá!!Maravilha de post, completíssimo! Albânia está em nosso itinerário para março 2018,a princípio Tirana ,mas lendo seu post acho que vamos mudar pra Sarande… Lindo demais. Montenegro também é suuuuper barato tudo,gostamos bastante ,exceto o hábito das pessoas fumarem muito e em qualquer lugar,restaurantes ,shopping etc. Boa viagem!

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    • Super obrigada por comentar, Lea! Tirana realmente só vale se seu vôo for por lá – ou você for extremamente curiosa… mas vai matar a curiosidade rapidinho. Aguarde o próximo post com dicas de tours BBB pela Albania. Beijos, Prats

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